28 julho 2006

[CINE] Os nerds nunca foram tão cool

O filme nem saiu aqui no Brasil e, lá fora, deixou no chinelo filmes como Kill Bill Vol. 2, O Homem Aranha 2, Ray e Os Incríveis ganhando o prêmio de melhor filme do MTV Movie Awards de 2005. E é bem provável que você nem tenha ouvido falar dele. Imagine se Spike Jonze (de Quero Ser John Malkovitch) dirigisse um filme pra adolescentes roteirizado por Charlie Kaufman (de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança). Essa mistura seria bem próxima de Napoleon Dynamite.

De cara deixo dois avisos:
1-É extremamente difícil encontrar esse filme por aqui. Mas nada que as maravilhas do download na internet não resolvam.
2-Vai ser mais difícil ainda achar alguém mais esquisito que Napoleon. Imagine um adolescente nerd ao extremo chamado Napoleon (John Heder). Ele tem um seguro contra abdução de OVNIs, seu bichinho de estimação é uma Lhama com problemas psicológicos, gosta de desenhar animais mutantes e mora com uma avó fanática por corridas de quadriciclos. Ele tem um irmão de 32 anos com fixação por artes marciais, viciado em chats na internet e que vende Tupperware pra conseguir grana pra comprar uma máquina do tempo. Quer mais?

Esse absurdo cativante é criação de Jared Hess e sua esposa Jerusha Hess. Jared é um ex-assistente de câmera que estréia (e muito bem) sua vida de diretor com Napoleon Dynamite. Jesusha é quem desembolsou os US$400 mil gastos pra rodar o filme. Bastou Napoleon Dynamite aparecer no Festival de Sundance pra que a Fox Searchlight comprasse o filme e o distribuísse num número reduzidíssimo de salas. Talvez isso tenha ajudado o filme a ter virado essa coqueluche do cinema-underground-norte-americano que virou, rendendo U$40 milhões em bilheteria e inaugurando um incalculável número de fã-clubes por toda parte.

É bem provável que, se lançado no Brasil, Napoleon Dynamite não se torne um grande sucesso como nos EUA. O filme é uma grande mistura de referências culturais pop estadunidenses dos anos 80 e, em alguns momentos, a piada é tão regional que nem nos tocamos de que aquilo é uma piada. Mas pra nossa geração, que cresceu vendo filmes teen na Sessão da Tarde, isso tudo pode soar bastante familiar, o que torna a identificação quase que imediata. O filme se passa nos dias atuais, mas as referências retrô estão em cada cena, assim como na trilha sonora que mistura White Stripes com We´re Going to be Friends, Cindy Lauper com Time after Time e (pasmem) Alphaville com Forever Young.

A mania que Napoleon Dynamite se tornou nos EUA foi tão grande que, mesmo antes de sair em DVD, o filme ganhou cenas extras no cinema. O casal de roteiristas escreveu um epílogo mostrando o futuro dos personagens que vale o ingresso. É a volta dos nerds, só que dessa vez bem mais engraçada e pop. E que Napoleon chegue logo por aqui!

17 julho 2006

[CINE] Ele voltou mesmo!

Antes de um ótimo filme Superman - O Retorno é uma belíssima homenagem e um grande presente para os fãs do último filho de Krypton. Bryan Singer, além de dirigir, respeitou a memória coletiva que todos temos desse super herói.

Na trama, o Super-Homem volta à Terra depois de uma ausência de cinco anos e encontra tudo mudado. Lois Lane está casada, tem um filho, e está prestes a ganhar um Pulitzer por sua matéria "Porque o mundo não precisa do Super-Homem". Nesse meio tempo Lex Luthor sai da prisão e dá início a mais um plano pra se tornar o homem mais poderoso do mundo.

"O Retorno" do título não se refere só à volta Super-Homem à Terra e aos cinemas. É também sobre toda a estética que fez de Superman: o Filme, de 1978, o que ele é até hoje. Está tudo ali, do figurino à trilha sonora, até o cabelinho-pega-rapaz caindo na testa do Super-Homem. As modenizações foram feitas na medida. O roteiro de Dan Harris e Michael Dougherty não contradiz quase nada do que já foi feito e respeita até aqueles mais novos que conheceram estão conhecendo o Super agora, na série Smallville (a responsável por trazer à tona o personagem que já andava meio esquecido).

Mas quem espera um filme cheio de pancadaria e lutas grandiosas com vilões megapoderosos à la X-Men ou Homem-Aranha pode se decepcionar um pouco. Superman - O Retorno é mais adulto e menos raso. As cenas de salvação enchem os olhos e são sim uma verdadeira montanha-russa, mas restringem-se ao salvamento de pessoas. Os grandes duelos estão em um outro patamar. Temos o duelo que o herói trava consigo mesmo tendo de assumir as perdas por sua ausência tão longa. Temos também a luta entre a inteligência de Lex Luthor contra os músculos do Super-Homem. A batalha mora no drama pessoal de cada personagem.

A escolha do elenco é uma vitória à parte. Brandon Routh (o novo Super-Homem) tem um talento enorme (e não confunda com aquele que, segundo o boato na web, precisaram diminuir digitalmente sob a roupa colada). Kate Bosworth, ao contrário de tantas críticas negativas, até que segura bem a onda. Já Kevin Spacey como Lex Luthor, pra variar, dispensa qualquer elogio.

Pra quem ainda está relutante em ver o filme, convenhamos, fazer um filme que fala de um alienígena superpoderoso que veste um colant azul e cueca vermelha por cima da calça em pleno século XXI e ainda assim é dramático, real e emocionante não é tarefa pra qualquer um. E Bryan Singer conseguiu brilhantemente.
Valeu, Bryan!

12 julho 2006

[DVD] Sai Neo. Entra Amanda.

Você sabia que se conectarmos nosso cérebro a um computador e um scanner e olharmos para um objeto e depois fecharmos os olhos e só imaginarmos o mesmo objeto, o scanner vai mostrar que as áreas ativadas do cérebro são exatamente as mesmas? O cérebro não sabe a diferença entre o que vê e o que se lembra. E aí vem a pergunta: então o que é realidade?

É com questões assim que você vai se deparar ao assistir ao documentário Quem Somos Nós? (What the BLEEP Do We Know!?). O filme reúne 14 pensadores, entre cientistas, químicos, teólogos e físicos e navega entre várias linhas de pensamento, todas com o mesmo ponto de partida: a física quântica.

Se "física quântica" já deu aquele arrepio na espinha, calma. Quem Somos Nós? consegue deixar esse tema bem fácil de engolir abusando na computação gráfica e mostrando exemplos do cotidiano da decifiente auditiva Amanda (Marlee Matlin, da série The West Wing).

O problema aqui é o exagero desse recurso. O filme podia ter metade das vinhetas e animações cortadas. As entrevistas com os especialistas com um mínimo de ajuda visual conseguiriam dar conta do recado. Sem contar que a encenação da historinha de Amanda lembra aqueles filmes-eróticos-peito-pentelho das madrugadas da Band.

E a falta de um contraponto às opiniões dos cientistas faz com que o filme, em certos momentos, se pareça com um video de auto-ajuda. Mas apesar tudo isso, Quem Somos Nós? ainda consegue dar um grande passo ao levar os complexos conceitos da física quântica ao espectador comum.

Ah, e se você procurar bem, já pode encontrar uma versão extendida chamada What the BLEEP?! - Down the Rabbit Hole que vai mais fundo nos conceitos e corta radicalmente a balela visual, deixando só o necessário pra que o blábláblá científico desça redondo. Vale a pena. Agora, se você só conseguir encontrar a versão standard, não deixe de passar pelos Extras. Lá tem as entrevistas com todos os especialistas, longe da Amanda. Beeeem interessante.

11 julho 2006

[CINE] ))< >(( Forever

A artista plástica Miranda July é reconhecida por suas instalações e suas performances pelos museus de arte moderna nos EUA. E agora ela chega arrebentando com força a linha que separa o cinema independente e a video-arte com o seu primeiro trabalho como roteirista, diretora e protagonista de um longa: Eu, você e todos nós (Me and You and Everyone We Know).

Qualquer coisa que for dita sobre a história vai com certeza estragar uma ótima experiência na sala de cinema. É como se finalmente tudo o que você já viu e ouviu sobre arte moderna começasse a fazer sentido de um jeito quase didático. July joga as idéias na tela e cabe a você tirar suas próprias conclusões sobre o que viu. Eu, você e todos nós é sensível, poético, mexe com as suas percepções e, ao contrário do que você já pode estar pensando, não é nada chato. É o tipo de filme que, uma vez mergulhado em seu universo, você deseja que ele não acabe tão cedo.

A trama, aparentemente banal, segue a história de Chistine (a própria Miranda July), uma artista plástica que divide o tempo entre sua arte e seu trabalho como taxista de velhinhos. Ela conhece Richard (John Hawkes), um homem em processo de divórcio que divide com a ex-mulher a custódia de seus filhos, o adolescente Peter (Miles Thompson) e o garoto de seis anos Robby (Brandon Ratcliff, a melhor descoberta do ano). Temos também nesse emaranhado vários outros personagens que se cruzam. Até aí nada de mais, não fosse pelo fato de que July vira tudo de ponta-cabeça infantilizando os personagens adultos e fazendo com que as crianças se portem como adultos. Funciona e é real! Mas a beleza e a poesia do filme não se limita a isso. Bom, já falei demais.

Taí uma experiência que vale o ingresso. Se contar mais estraga, então veja e depois a gente conversa ;)

07 julho 2006

[DVD] Olha... A trilha é boa.

Mais um daqueles filmes que vejo na locadora toda vez que passo por lá e nunca tenho coragem de pegar. Mas chega uma hora em que as opções vão ficando cada vez mais escassas, e o filtro cada vez mais raso.

Eis que depois de uma hora e meia tentando achar algo com mais de 3 neurônios e que não fosse um corta-pulsos, desisto e pego Cão de Briga (Unleashed), escrito e produzido por Luc Besson e diridigo por Louis Leterrier, de Carga Explosiva 2. Entendeu porque sempre passava batido por esse filme?

Mas confesso que ao ler a resenha atrás da caixa (coisa que não recomendo a ninguém que goste de garimpar tesouros escondidos em locadoras), a trama me interessou.

Um homem (Jet Li dando uma de ator sério e até enganando em algumas cenas) é condicionado a viver como um cão. Sempre que seu "dono" tira a coleira de seu pescoço, ele se transforma em uma máquina de matar. Mas acontece que ele é encontrado por um cego (Morgan Freeman fazendo papel de Morgan Freeman de óculos escuros) e sua filha branquela (não me pergunte como). Assim, Jet aprende a ser uma pessoa mais legal, aprende a falar, aprende que tocar piano é mais bacana que matar a sangue frio (!!!), pára de fazer cara de coitado e se lembra de um momento importante de seu passado. Ou seja, uma grande bobagem recheada.

O que realmente vale aqui (além das lutas realmente bem coreografadas) é a trilha sonora inteiramente criada pelo trio eletrônico Massive Attack. Em alguns momentos ela faz você até acreditar que o filme não é essa porcaria toda. Taí um bom CD pra se ouvir. Ao contrário do filme, essa trilha sonora eu recomendo.

03 julho 2006

[CINE] Unidos pela decepção

E pra esquecer um pouco o vexame Brasil x França, uma comédia-romântica-água-com-açucar cai bem, certo? Bom, se o filme for Separados Pelo Casamento, ERRADO.

Primeiro porque o filme não gera nenhuma gargalhada, então não é comédia. Segundo, porque várias brigas sem reconciliação não é nada romântico. E terceiro porque o roteiro de Jeremy Garelick e Jay Lavender lembra mais a escalação do Parreira que deixou o Brasil fora da Copa do que um filme engraçadinho dirigido por Peyton Reed (de Abaixo o Amor).

Os primeiros 15 minutos começam bem. Jennifer Aniston e Vince Vaughn jogam com vontade. Até os quilos a mais do gordinho Vince não parecem um problema pra que ele marque alguns pontos de atuação. Mas de repente o pique cai e você se vê assistindo a um primeiro tempo apático, sem graça, amarrado, repetitivo e sem brilho.

O time é de estrelas, mas nem a bombante ex-Rachel-Green-ex-senhora-Brad-Pitt jogando pelada (e depilada) no meio de campo salva o filme. O diretor e os roteiristas deviam estar agachados arrumando a meia na hora dessa cena. Deprimente. Só vale pelas caras de Vince.

Mas lá no finalzinho do segundo tempo o filme resolve engrenar, deixando os clichês no banco de reservas e trazendo alguns elementos mais novos à trama. Mas já é tarde demais. As várias chances de se marcar um gol passaram completamente batidas por mais de uma hora de exibição e não é um final que foge da formulinha hollywoodiana que faz com que Separados Pelo Casamento entre pro hall dos que merecem ganhar.

Que fique a lição. Pra esquecer uma derrota na Copa, nada de americano-água-com-açúcar. Melhor mesmo assistir a um brasileirão.

27 junho 2006

[CINE] Pergunte ao Bukowski

Os personagens das obras Charles Bukowski (1920-1994) são perdedores, sem esperança, autodestrutivos, apoiados na bebida, jogo e sexo. Mas também, o Bukowski foi considerado um dos maiores escritores da geração beat (jovens intelectuais norte-americanos que, cansados da vida suburbana na América do pós-guerra nos anos 50, resolveram fazer sua própria revolução cultural através da literatura, regados a jazz, drogas, sexo livre e pé-na-estrada).

Seu personagem mais famoso é Henry Chinaski (alter-ego do próprio Bukowski). Chinaski tem três fases de sua vida contadas na trilogia Factotum, Post Office e Women. O primeiro livro é considerado pela crítica o melhor dos três. E é também a base para o novo filme do diretor norueguês Bent Hamer.

Em Factotum (que acabou de esterar nos cinemas) Chinaski alimenta seu sonho de ser escritor enviando textos para a Black Sparrow Press (editora de Bukowski na vida real) enquanto muda de emprego e de mulher com a mesma freqüencia com que acende um cigarro.

Quem espera uma narrativa com começo, meio e fim e moral da história, esqueça Factotum. O filme é uma seqüência de acontecimentos que tinha tudo pra ser monótona. Mas a direção de Bent Hamer consegue captar aquele ritmo lento de autodestruição dos personagens sem ser chata, com cenas e diálogos tão diretos e econômicos que às vezes você esquece que os últmos 45 minutos de projeção são praticamente um looping de acontecimentos. E Matt Dillon finalmente se livra da carinha Barrados no Baile com uma interpretação de Chinaski digna de aplausos, assim como Jan (Lili Taylor) e Laura (Marisa Tomei). Difícil dizer qual das duas está melhor.

E pra quem está com a impressão de que já viu essa história antes, qualquer semelhança com o Arturo Bandini dos livros de Fante não é mera coincidência. Fante foi pupilo de Bukowski e algumas cenas de Factotum parecem ter sido literalmente copiadas pra dentro de Pergunte ao Pó. Praticamente um CtrlC-CtrlV literário. Com os dois em cartaz e tempo de sobra, pode ser uma boa comparar também na telona.

23 junho 2006

[NEWS] Mais um Mel saindo...

Desde o início de 2005 que Mel Gibson trabalha em mais um filme sanguinolento com legenda até pra americano ver. Dessa vez, ao invés de Aramaico, os personagens de Apocalypto (termo grego para novo começo) dialogam em um idioma Maia chamado Yucateco.


Imagens do Apocalypto que vem por aí.

Sinceramente nunca entendi porque os cineastas teimam em ignorar outras línguas, mesmo as não existentes. Quer coisa mais sem sentido do que ter gente falando inglês fluente em qualquer época ou em qualquer lugar do universo? OK, OK, você pode falar que o filme tem de gerar lucro e americanos em geral abominam qualquer filme que se precise ler além de ver. Nós é que estamos acostumados. Pois é, taí mais um motivo pra achar a iniciativa do Mel o máximo.

Voltando a Apocalypto, o trailer (que não tem passado muito nos cinemas daqui), dá uma idéia do que esperar: uma profusão de fundos digitalizados à la George Lucas (mas com um olhar mais realista à la Peter Jackson) e vários cortes rápidos, típicos de um épico recheado de ação. O bacana da trama é que ela não tem enfoque no clichê das colonizações de nativos por europeus. Ela se passa seiscentos anos no passado, antes da chegada dos espanhóis à America Central e ao México.

Aqui o clichê é outro: a típica jornada de um homem que enfrenta um mundo regido pelo medo e opressão em nome do amor por sua mulher e sua família. Até aí, ótimo! Pelo menos o contexto é diferente e se baseia em tudo o que lembro de legal das aulas de história no colégio, só que com muito mais sangue. E vindo do diretor de A Paixão de Cristo, bota sangue nisso.

A estréia deve acontecer em 8 de dezembro deste ano.

21 junho 2006

[CINE] Ah, se a moda pega

Demorou pra esse filme dar as caras aqui no blog, mas quem não viu, ainda dá tempo de correr a um cinema mais próximo e se deliciar com O Corte, do diretor grego radicado na França Constantin Costa-Gravas.

O Corte (Le Couperet) mostra as várias facetas do problema causado por grandes demissões em massa (qualquer semelhança com o futuro de qualquer empresa de aviação nacional é mera coincidência). Bruno Davert (atuação excelente de José Garcia) é um engenheiro químico do ramo de celulose que perdeu o emprego após um grande corte de pessoal na empresa. Ele passa dois anos tentando arrumar outro emprego enquanto a família é sustentada por seu saldo recisório e os trabalhos nada lucrativos da esposa.

Se fosse você, o que faria pra aumentar as chances de ser contratado? Bem... Que tal matar os concorrentes mais fortes e depois eliminar o cara que está no cargo desejado, criando uma vaga que só você pode ocupar?

É assim Costa-Gravas monta um universo cativante em que a expressão "mercado de trabalho selvagem" tem um outro sentido. Pra nós aqui no Brasil a piada cai como uma luva. Imagino que o mesmo aconteça na França, onde o filme se passa e onde se concentra uma das maiores taxas de desemprego no continente.

Essa mistura de seriedade do desemprego com assassinatos praticamente cômicos resulta num humor negro irônico, ácido, sem escrúpulos e repleto de momentos geniais. Tudo bem que o filme poderia ter uns 20 minutos a menos. Algumas tramas paralelas como a terapia de casal de Bruno e sua mulher são bem chatinhas e só servem pra dar um tempo de correr ao banheiro e voltar sem perder nada de importante.

Mas isso não tira o mérito de O Corte ser, sem dúvida, um dos filmes mais divertidos do ano. E um dos mais inspiradores se você (ainda) é funcionário da Varig.

20 junho 2006

[NEWS] Muu assassino

Cuidado com a Vaca Louca! Calma. AINDA não se trata de um filme sobre a crise da pecuária na Inglaterra. Mas passa raspando.

Depois de mortos vivos, brinquedos assassinos, serial killers, monstros do espaço e robôs gigantes, chegou a vez do gado mostrar que também pode fazer uma bela chacina. É o caso de Isolation, mais um terror do filão gore (muito sangue e vísceras espalhadas pela tela, como O Albergue).

Recentemente a distribuidora Lionsgate recheou o site oficial com novas fotos e detalhes dessa produção do Reino Unido, escrita e dirigida por Billy O'Brien.
Isolation se passa numa fazenda no interior da Irlanda onde são feitas experiências genéticas com gado. Como sempre, alguma coisa sai errada e um novilho nasce com instintos assassinos. E dá-lhe sangue jorrando e pessoas gritando.

O filme foi produzido em 2005 e já estreou na França. Em 5 de julho estréia nos EUA, e não deve demorar pra fazer a alegria dos brasileiros aficcionados por terror.

Um aviso: Se você é amante dos animais, não vai gostar muito dessas imagens.

19 junho 2006

[DVD] Uma grande piada

Só de dar uma olhada no curriculo do diretor Peter Hyams (Fim dos Dias, Morte Súbita e A Vingança do Mosqueteiro), já dá pra se ter uma idéia do quão sofrível deve ser a adaptação pra telona do conto Um Som de Trovão (A Sound of a Thunder). Agora some a isso o fato de o diretor ter sido substituído no meio do caminho por Paul Hunter (de O Monge a Prova de Balas). Já deu pra sentir a profundidade do poço?

Calma, ainda tem a história. Apesar de o autor do conto, Ray Bradburry, ser considerado um dos mestres da literatura de ficção científica, não consigo imaginar como esse roteiro poderia ser contado de uma maneira menos... constrangedora.

O filme se passa no futuro (claro), quando viagens no tempo são bastante comuns. E qual a uso que a humanidade faz disso? Pesquisa? Tentativas de melhorar nossa história? De corrigir nossos erros? Pra que se importar com essas coisas chatas quando podemos fazer safaris na pré-história e matar uns dinossauros? Muuuuito mais divertido e verossímil, não acha?

Acontece que numa dessas algo dá errado (óbvio) e as conseqüências são catastróficas. Bem... a idéia é que fossem, mas quem tem um mínimo de senso crítico vai achar Um Som de Trovão hilário.

Dica: Se algum dia você se deparar com esse DVD e não tiver nada mais interessante passando, tipo a reprise de Coréia do Sul x Togo, assista ao filme dublado e veja como uma ficção científica de terceira pode virar uma comédia pastelão num piscar de olhos.

08 junho 2006

[NEWS] O inferno de Fante

O primeiro livro do escritor e roteirista John Fante foi Espere a Primavera, Bandini, que virou filme em 89. Não faz muito tempo que cruzei com ele numa madrugada de insônia na Globo.

O personagem principal é uma espécie de personagem-espelho do autor, chamado Arturo Bandini. E assim como seu criador, é oito e oitenta (ame-o e odeie-o ao mesmo tempo).

Ele está também em Pergunte ao Pó, um livro que faltou pouco pra eu parar de ler e arremessar longe. Mas é difícil. A história é intrigante, a narrativa flui e você realmente mergulha na Los Angeles exótica, empoeirada e vulgar da década de 30, mas... Você já teve vontade de dar uns bons tabefes em algum personagem de ficção? Pois então. Esse é Arturo Bandini. E eis que ele acaba de ganhar o rosto de Colin Farrel na versão pra telona de Pergunte ao Pó que estréia nesta sexta-feira.

No livro, Bandini sonha em se tornar um escritor famoso e parte para Los Angeles. Logo fica sem um tostão e não consegue escrever nem uma linha torta. É quando conhece a garçonete-pobre-mexicana-que-quer-subir-na-vida Camilla Lopez (no filme vivida por Salma Hayek, óbvio). E aí começa o lado conturbado da trama, recheada de ciúmes, desejo, desprezo, pindaíba e por aí vai.

O diretor Robert Towne começou a adaptar Pergunte ao Pó ainda nos anos 70, quando pesquisava pro seu roteiro de Chinatown e já adiantou que fez mudanças na relação entre Bandini e Camilla e que mudou radicalmente o final da história.

Dependendo do resultado, não duvide se em breve lançarem nos cinemas Sonhos de Bunker Hill, também de Fante e também com Bandini. O interessante é que o livro foi escrito pouco antes da morte do escritor. Ele, já cego e com duas pernas amputadas devido a diabetes, ditou o romance inteiro para a mulher. Epa, isso daria um bom filme.

05 junho 2006

[DVD] O iluminado

Uma Vida Iluminada é estranho, beira o esquizofrênico e é extremamente cativante. É também o primeiro trabalho do ator Liev Schreiber (de Sob o domínio do mal) na direção de um filme.

Adaptado do livro Tudo se Ilumina (Everything is Illuminated) de Jonathan Safran Foer, o filme conta a história do próprio escritor Jonathan (Elijah Wood), um judeu norte-americano que coleciona coisas. O "coisas" aqui não é preguiça de enumerar. É que são coisas mesmo, qualquer uma que lembre um momento, uma pessoa, um sentimento. Tudo bem guardado e organizado em saquinhos de plástico Zip-Lock.

E é por causa do conteúdo de um destes saquinhos que ele resolve partir pra Ucrânia pra explorar seu passado e encontrar uma mulher que supostamente salvou seu avô dos nazistas. Pra isso ele contrata uma empresa especializada em "viagens de busca de herança cultural", que nada mais é que um carro soviético caindo aos pedaços.

Dirigindo o carro tem Leskin, um velho ranzinza que acredita ser cego. Ele é pai de Alex Jr. (Eugene Hutz, vocalista da banda punk Gogol Bordello e que assina boa parte da trilha do filme), o outro guia e único que fala (mal) inglês e traduz tudo (mal) para Jonathan. O quarto passageiro é uma cadela batizada de Sammy Davis Jr. Jr. Precisa mais?

O diretor de fotografia Matthew Libatique acertou em cheio nas cores vibrantes que dão o tom de fábula ao filme. Cada frame parece uma pintura e poderia muito bem estar exposta na parede da sua casa.

Esse road-movie seria perfeito não fossem alguns buracos no meio da caminho. Os personagens são tão densos e profundos que pedem por um desenvolvimento mais detalhado. Algumas boas histórias acabam se perdendo no roteiro e não voltam mais pra serem concluídas. Inexperiencia do diretor? É provável. Mas não dá pra negar que mesmo com tudo isso, Uma Vida Iluminada está bem acima da média e consegue fazer com que você literalmente viaje.

01 junho 2006

[NEWS] Mais rapidinhas transformadoras

Lembra dos Transformers? Que vem um filme deles por aí não é novidade. Muito menos que quem vai dirigir a versão cinematográfica do desenho é ele: Michael Bay, o rei do megafilmão-brega-pipoca-com-pessoas-correndo-em-câmera-lenta-antes-de-uma-supercatástrofe-e-que-no-final-os-americanos-barra-o-presidente-salvam-o-mundo.

Ou seja, se é pra ter um filme com carros que viram robôs gigantes e que, além de se trombarem, quebram geral, não consigo imaginar um diretor mais apropriado.

A novidade são essas fotos recém-clicadas nos sets de filmagem. Na verdade elas não dizem muita coisa, mas tenho certeza de que muito marmanjo vai ficar babando ao ver a marca dos robozões do Show da Xuxa nesses carros de verdade.

Ah, e só pra dar um gostinho, já que o filme só estréia em 4 de julho de 2007, em novembro será lançado um DVD pra comemorar os 20 anos dos Transformers, com bastidores do filme, entrevistas e informações pros colecionadores. Pode ir tirando o seu carrinho da gaveta! Os anos 80 AINDA não acabaram. Se é que acabarão um dia...

Mais do Super
A demora absurda de 15 longos dias pra estrear Superman - O retorno no Brasil depois da estréia nos EUA já tem explicação. Segundo o site Omelete, o atraso é porque Bryan Singer (o diretor), Brandon Routh (o novo Superman), Kate Bosworth (Lois Lane) e Kevin Space (Lex Luthor) vêm pessoalmente divulgar o filme aqui no Brasil. Mas isso é quase tudo o que se sabe.

Por aqui o lançamento de Superman não passa de um trailer aqui, outro ali, mas lá fora a campanha de marketing já começa a mostrar seus músculos de aço. Saca só a ação promocional durante o GP de Mônaco. Aqueles ali vestidos de Superman são os pilotos de Formula 1 David Coulthard, Robert Doornbos e Christian Klien. Os outros são aqueles atores citados acima que logo vão tomar caipirinha, ouvir samba e rebolar um funk na estréia do filme no Brasil.

29 maio 2006

[NEWS] Eles estão chegando em bando

Depois de tanta demora pra postar, esse aqui veio cheio de gás, ou melhor, cheio de superpoderes. X-Men: O Confronto Final fica pro próximo post. Só uma dica: nem pense em sair da sala antes de terminarem os créditos finais.

Parece que o (na minha opinião, excelente) Hulk não tinha mais futuro depois de tantas críticas negativas à "bola de borracha verde", mas a seqüência já está programada pra estrear em 2008 batizada de O Incrível Hulk, como nos quadrinhos. O vilão será o Abominável, outro monstro gerado pelos raios gama. Pedimos encarecidamente aos roteiristas, nada de poodles do mal dessa vez, ok?

É impressão minha ou tá todo mundo com medo de O Motoqueiro Fantasma? Acho que vem aí mais um forte candidato ao prêmio Framboesa. Bom, pelo menos poderemos ver, pela primeira vez na história do cinema, Nicolas Cage fazendo uma cara diferente da de... Nicolas Cage. Olha só como a atuação do rapaz parece ter melhorado nesse filme.

Outro mais que esperado é o Homem-Aranha 3, com o Venom na cola. Do mesmo jeito que ficamos esperando o Peter Parker voltar a usar o uniforme no Homem-Aranha 2, todo mundo torcer pra que ele o tire no 3. Calma, quem conhece Venom dos quadrinhos sabe bem o por quê. A parte ruim disso tudo é que o filme só estréia em maio de 2007. Haja paciência...

Mas pra quem tá com pressa pra ver mais superheróis na telona, Superman - O Retorno está apitando no forno, pronto pra sair.

E pra esquentar ainda mais essa espera, o novo trailer é o melhor até agora. A qualidade da imagem que não é das melhores, mas confira você mesmo aqui.

Um novo comercial de TV também foi liberado na net e dá pra baixá-lo clicando aqui.

A estréia nos EUA é no meu aniversário, 30 de junho. No Brasil, o Super chega 14 dias depois, em 14 de julho.
Ou seja, duas semanas de festa pros vendedores de DVD pirata nas ruas.

22 maio 2006

[BLAH] X-Men, salvem-nos da Mona Lisa!

Você também já se cansou de ligar a TV, abrir o jornal, folhear revistas, passar em frente de outdoors, entrar num banheiro de boteco e dar de cara com o Tom Hanks tentando imitar a cara da Mona Lisa?

Não existe nenhuma matéria sobre O Código Da Vinci que diga algo que você já não soubesse desde 2003.
Sem contar que provavelmente você já viu Robert Langdon jogar aquele Criptex pra cima, no final do comercial de TV, muito mais vezes do que a Globo já foi capaz de reprisar Curtindo a Vida Adoidado na Sessão da Tarde.
Será que precisa mesmo disso tudo pra que milhões de pessoas que amaram o livro sejam convencidas a irem ao cinema?

O problema desses megalançamentos é a superexposição. No início dá mesmo aquela idéia de que algo grandioso e importante vem por aí, mas chega uma hora que cansa. A campanha deixa de ser imponente e passa a ser como aqueles vendedores de porta-a-porta que não desgrudam do seu pé até que você compre o que estão vendendo. Neste caso, um ingresso de cinema.

Cadê o Wolverine, a Jean Grey, o Fera, a Vampira, o professor Xavier, o Magneto? Sexta-feira estréia X-Men III: O Confronto Final, mas a cabeleira alisada de Tom Hanks anda ocultando os mutantes. OK. São duas grandes estréias com um intervalo de apenas uma semana. Pode ser que hoje comece o bombardeio X-Men na mídia e a Mona Lisa volte sorrindo pro Louvre. Dedos cruzados.

É só essa galera não começar também a dar uma de promotor da Amway pulando na minha frente onde quer que eu vá que, com certeza, sexta-feira estarei com ingresso e pipoca na mão, pronto pra ver o filme. Mas isso é porque eu estou mesmo querendo ver o X-Men, não porque tem alguém no meu pé tentando me vender algo que eu já queria ter de qualquer maneira.

18 maio 2006

[NEWS] O Código de Cannes sem mistérios

Sabe quando você recebe um presente surpresa, cheio de mistérios e, quando finalmente abre, fica decepcionado porque imaginou algo muito mais bacana?

É mais ou menos isso que deve ter acontecido com a frustrada pré-estréia de O Código da Vinci em Cannes. Quem está esperando por essa sexta-feira, 19, com o livro colado entre os braços, com certeza já leu as muitas matérias sobre a recepção constrangedora do filme em seu megalançamento na França.

Fico pensando no que pode ter dado errado. Só o livro já tem uma linguagem pra lá de cinematográfica. O elenco tem nomes que são bilheteria garantida em vários públicos como Tom Hanks, Ian McKellen e Audrey Tautou. O diretor não é qualquer um, Ron Howard, não é qualquer um (e até poderia ser). A história já foi testada e aprovada por milhões de pessoas no mundo todo. E nunca se viu tamanho estardalhaço na mídia com direito a um jogo online do Google que, com certeza, tirou muitas horas de trabalho de muita gente (minhas, por exemplo).

Talvez seja por esse exagero em se vender um peixe sem mostrar as escamas que, em cenas de suspense por exemplo, o que se ouviu do seleto grupo de convidados foram risadas e, logo depois, as mais duras e negativas críticas. Mas mesmo assim não vou deixar de conferir o Código. Li o livro em menos de 3 dias e ainda não consigo imaginar um filme tão ruim ou chato como andam pintando.

Se bem que já vi cometerem um erro assim com Harry Potter e a Pedra Filosofal, confundindo o timing de um livro de 300 páginas com o timing de um filme que deveria ter 2 horas, no máximo. Pode ser que o erro se repita em proporções maiores. Mas resta saber se os fãs dos mistérios de Dan Brown serão tão cegos quanto à qualidade de um filme quanto foram os fãs do bruxinho de J.K. Rowling, lotando as salas pra ver horas de um chatíssimo copy-paste de um livro que, como livro, é bem legal.

17 maio 2006

[NEWS] Alguns minutos pros comerciais

Enquanto as estréias mais esperadas do ano estão prontas pra sair do forno, que tal uma espiadinha na última fornada de trailers do que vem por aí?

O primeiro, claro, é o recém-lançado-e-já-exaustivamente-baixado trailer de sete minutos de "X-Men: O confronto final". Desta vez quem está na direção é Brett Ratner (Dragão Vermelho) substituindo Bryan Singer, que fez os dois primeiros. confesso que fiquei um pouco apreensivo quando soube que Singer estaria fora desse projeto, mas por estes sete minutos parece que a estréia mundial do dia 26 de maio não vai decepcionar fã algum. Veja sete minutos de X-Men.

Depois de uma gangue de mutantes, que tal um agente secreto a serviço de sua majestade? 007 - Cassino Royale tem estréia prevista no Brasil para 5 de janeiro do ano que vem. Esta é a primeira história de James Bond criada por Ian Fleming e já teve até uma adaptação para o cinema em 1967 como uma comédia a dez mãos (Leia mais aqui). Já a nova e oficial versão de Cassino Royale tem Martin Campbell na direção e marca a estréia de Daniel Craig como Bond. Só esta estréia já deu o que falar. Apesar de inglês (até agora só os canastrões Roger Moore e Thimothy Dalton foram Bonds legitimamente ingleses), Craig tem sido alvo de ataque de muitos fãs por ser louro (e de alguns por ser feio). Tire a prova vendo o trailer.

E pra fechar com um toque de saudosismo, vem aí a já datada versão cinematográfica de Miami Vice, com Colin Farrell como Sonny e Jamie Foxx como Tubbs.
Quem produz, escreve e dirige é o próprio criador da série original, Michael Mann.
Confira e o figurino de Colin e Jamie combatendo o crime.


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Getting Lost

Alguém mais descobriu segredos no site da Hanso Foundation? Acabei sem tempo de fuçar lá um pouco. Minha última descoberta foi quanto ao relógio do site. Sempre que você passa por algum minuto que é um dos números malditos, o relógio vira um link escrito "Obey". Se ainda estiver longe, mude a hora do seu computador e engane o site.
Vale a pena! Vão lá e depois me contem.

11 maio 2006

[CINE] Árido gringo movie

A impressão que dá é que o cinema americano passa por um momento de redenção pelo tratamento historicamente preconceituoso que deu a negros, latinos, árabes e afins. Só pra citar os exemplos mais recentes temos Crash, de Paul Haggis, com sua trombada-catastrófica-multicultural-explícita. Temos O Plano Perfeito, de Spike Lee, com seus tapas-sociais-com-luvas-de-pelica. E agora chegou a vez de Três Enterros, de Tommy Lee Jones, esfregando dolorosamente a cara dos gringos norte-americanos numa terra árida sabor Tex-Mex.

É o primeiro filme dirigido por Tommy Lee, que, de cara, mostra sua capacidade em dirigir bem os atores, incluindo ele próprio. É certamente uma das melhores atuações de sua carreira.

Bom, melhor parar de falar por aqui sobre a história do filme. Este é um daqueles que quanto menos se sabe sobre a história, melhor ela fica. Ainda mais pra um enredo tão agridoce. Basta saber que Três Enterros (The Three Burials of Melquiades Estrada) se passa naquela tensa linha entre gringos e chicanos, na divisa entre EUA e México, mas o roteiro de Guillermo Arriaga (21 Gramas) não se limita a ser um drama padrão sobre racismo. Ele conta uma bela (e pesada) história sobre amizade, lealdade e busca por justiça.

Claro que a intenção de mostrar um EUA que reconhece seu preconceito e o valor dos vizinhos mais pobres beira o óbvio demais. Algumas cenas forçam a barra de maneira quase constrangedora. Mas ver, mesmo que metaforicamente, uma América do Norte de joelhos, chorando por clemência diante um México ignorado e maltratado, tem um gostinho que supera essas liberdades poéticas num roteiro pretensamente realista.

Não é mesmo à toa que Três Enterros tenha levado, além do prêmio de melhor ator para Tommy Lee Jones, o de melhor roteiro no Festival de Cannes.

10 maio 2006

[BLAH] Desvendando mistérios por aí

Um pouquinho mais de Lost. Ontem, navegando por sites acabei fazendo uma descoberta bem legal que rendeu até um textinho no site de TV da Globo.com. Pra ler na íntegra, clique AQUI. Pra ler um resumo, continue no próximo parágrafo:

No intervalo comercial de Lost nos EUA passou um comecial bizarro da Hanso Foundation que dava o endereço do site e o telefone da tal fundação. Ligando pra lá (1 877 426 7674) você ouve uma secretária eletrônica falando em dinamarquês, mas tem umas mensagens em inglês também, deixadas por um tal "serviço de voz da Verizon". Saca só o que ela fala: "não dêem ouvidos a suas mentiras! Aqui é Persephone, e eu não tenho muito tempo. Nenhum de nós tem. Eles estão vindo... No site, use o password "breaking strain"."

Entrei na hora e tentei me logar como "persephone". Usuário não encontrado. Fui até a página da newsletter e tentei me cadastrar como Persephone. Uma mensagem secreta apareceu perguntando se eu era mesmo a tal Persephone e que confirmasse com a senha. Digitei a senha "breaking strain". Nisso o site virou uma espécie de ligação entre meu PC com outro computador remoto (lembra do Michael teclando com filho no último episódio?). A mensagem dizia que eu estava logado e que voltasse de vez em quando pra novas mensagens. Nisso aparece um video de um orangotando gritando.

Procurei o tal orangotango pelo site. Na página dele você pode mandar recados. Mandei um "hello" e entrei numa área com uma mensagem secreta, ou melhor, uma carta da GWC - Global Welfare Consortium para um grupo de cientistas e com cópia pra diretoria da Hanso Foundation dizendo o seguinte: Eles estão cientes das atividades de estudos da Hanso Fountation em uma região da África e que em vilarejos da costa da Tanzânia recentemente surgiu uma nova doença devastadora. Eles então exigem que a Hanso pare as atividades de sua estação de estudos em Zanzibar, já que o surgimento dessa doença pode estar ligado aos estudos em símios feitos naquela região. (lembra do macaco no site? Lembra da tal doença que matou os franceses na ilha?)

A carta é assinada por monsieur Jacques Maillot, diretor geral da GWC. Medo.