Tão pouco tempo pra falar da porrada de filmes e séries que tenho visto que não tá nada fácil.
Ainda bem que de vez em quando aparecem coisas assim pra tirar a poeira do blog: uma animação colaborativa produzida pelo Blue David Ellis do Studio Cromie. Isso rolou no Fame Festival 2009. O video fala por si só:
Não tava conseguindo imaginar o que deu na Pixarem querer fazer uma continuação de Cars, provavelmente o filme mais fraco que eles já fizeram. Isso até ler o plot que vazou essa manhã.
Dessa vez a história gira em torno de um campeonato mundial bem ao estilo da comédia clássica de 65 The Great Race.
Junte a isso uma paródia de 007 com um Astor Martin chamado Finn McMissile que entra numa sub-trama com a caminhonete Mater baseada em Intriga Internacional do Hitchcock.
Só por essa mistureba de referências bacanas Cars 2 já promete ser infinitamente melhor que o original.
Coisa que a Pixar sabe fazer bem. Vide Toy Story 2 que conseguiu ser bem superior ao já bom Toy Story. Mais um pra lista de "aguardando ansiosamente".
Virei fã desse moleque. Saca só que o garoto está Apple Store de NY usando um Mac com webcam conectado na internet e iTunes. Só. E com isso tá virando hit no You Tube. Marrentão. Style. Foda.
Lost já tá nos finalmente e a ABC não vai dormir no ponto atrás de um substituto no filão oh-meu-deus-o-que-tá-acontecendo. Vem aí Flashforward.
O plot é beeem intrigante: Num dia qualquer, toda a população da Terra desmaia por 2 minutos e 17 segundos. Nesse período as pessoas têm uma visão de suas vidas 6 meses à frente. Aí começa o drama. E quem não viu nada? Vai estar morto? Tem gente que se vê casada com outra pessoa, grávida, enfim, material que rende muito se bem trabalhado.
Claro que sendo uma série da TV aberta como a ABC já nasce com cafonices no DNA. Mas Lost, mesmo cafoninha em certos momentos e precisando ceder à inteligência do americano médio conseguiu um feito bem louvável. Tomara que Flashforward siga no mesmo caminho. Confere aí:
District 9, filme dirigido por Neill Blomkamp, apadrinhado do Peter Jackson, já virou case antes da estréia. Pra entender o porquê, conheça primeiro o plot, que é baseado no curta Alive in Joburg (que foi dirigido pelo próprio Blomkamp):
Há vinte e oito anos aliens chegaram em Joanesburgo, na África. Eles não vieram com intenção de nos dominar mas também não trouxeram avanços tecnológicos. Assim, ficaram isolados no tal Distrito 9 enquanto as nações do mundo discutiam sobre o que fazer com eles. Mais uma raça pra dividir empregos e gerar mais gastos do Estado. O clima entre as raças fica tenso e aí começa a história pra valer. Qualquer semelhança com a vida real que rola no Distrito 6 em Cape Town não é mera coincidência.
Bom, voltando ao porquê de o filme já ser um case... campanhas superbem amarradas entre vários meios diferentes e que entregam conteúdo e interatividade, mais do que simples propaganda, já viraram regra seja pra vender cinema, refrigerante ou batata frita. O legal é quando elas são feitas com relevância de verdade com a história ou produto. E esse é o caso de District 9.
São cartazes espalhados pelas cidades dos EUA com proibição de entrada de "não-humanos", protestos contra filmes que empregam essa outra raça, banheiros públicos, taxis e ônibus apenas para humanos... um verdadeiro retorno à era do apartheid.
O site do filme é controlado pela fictícia MNU (Multinational United) com áreas pra humanos e não-humanos. Existe também um telefone real (1-866-666-6001) que cai no atendimento da MNU com várias opções, inclusive de busca por subempregos se você é um não-humano.
Tem até um blog de um não-humanoque luta por direitos iguais, mostrando como a MNU espalha mentiras pra criar todo esse preconceito, todo escrito em lingua alien (com tradução, claro).
E o filme, que acaba sendo apenas mais uma entrega nessa experiência toda que mistura vida real e ficção, parece que vale todo o barulho. Pelo menos pelo trailer. O bacana é que a interação com a história já começou e pelo jeito nao vai acabar só com o filme.
Já foi lançado tem um tempo, mas só fim de semana passado que o trailer do próximo filme do M. Night Shyamalan. E confesso: o queixo foi caindo aos poucos e terminei de ver o trailer mostrando a obturação do último dente. Literalmente boquiaberto.
O filme é o primeiro de uma trilogia baseada na série animada Avatar: The Last Airbender (já dá pra imaginar a briga com o James Cameron pelo direito do nome Avatar, né?). Uma mistura de mitologia asiática com artes marciais e animê que passa hoje no Nickelodeon.
Pode ser mais uma falcatruada do diretor indiano, mas pelo trailer promete muito. Recomendo ver em HD no site do filme: The Last Airbender.
E que venha o próximo Shyamalan! (não pensei que fosse escrever isso tão cedo...)
Se G.I. Joe fosse uma comida seria aquele pedação de bolo de chocolate com leite condensado, calda, sorvete de creme e pizza fria que você ataca na geladeira de madrugada. É péssimo mas é delicioso.
Fui pro cinema pronto pra odiar, achar todos os defeitos possíveis e depois escrever um post cheio de sarcasmo detonando o filme. Me dei mal.
O roteiro é absurdo e cheio de furos, a Baronesa e o Storm Shadow parecem os vilões do Pokemón e o pano de fundo psicológico dos personagens tem a profundidade de uma novela mexicana. E tudo isso é colocado de uma maneira tão genuinamente despretensiosa e feita com o único propósito de divertir que realmente diverte. Muito.
G.I. Joe é provavelmente o filme mais fanfarrão que vi nos últimos meses. E também um dos que mais me divertiu.
A sensação que tive no cinema me lembrou muito aquela de chegar da escola e ver o desenho no Xou da Xuxa.
Não é pra levar a sério. É pra passar o tempo, não pensar em nada e ter um tempinho de puro prazer auto indulgente sem culpa. Como aquele bolo de chocolate na madrugada.
Inimigos Públicos é um filme bonito de se ver. Tem climão e ao mesmo tempo em que remete aos clássicos filmes de gângster, inova na câmera digital ágil e quase documental de Michael Mann (diretor também de Colateral, Ali e Miami Vice).
Mas mesmo com seqüências de tiroteio e perseguição de tirar o fôlego e atuações impecáveis (até mesmo do mala Christian Batman Bale), Inimigos Públicos consegue ser chaaaaaato. Suas duas horas e meia parecem ser quatro.
OK que o olhar do diretor de fotografia Dante Spinotti e sua captação em alta definição digital criam telas lindas de se ver. A trilha também ajuda muito.
Mas tudo é carregado demaaais na emoção.
Tudo é tão denso, sublinhado e cheio de exclamações que cansa. Com meia hora a menos seria um filmão.
Acho que desde que criei esse blog eu parei de postar meses e depois voltei-com-tudo-mas-só-postei-uma-semana umas trocentas vezes.
Nesse tempo deixei de ver muito filme no cinema. Vi uns que amei e todos em volta odiaram, vi outros que literalmente joguei dinheiro no lixo, troquei noites de DVDs por noites de PS3 e manhãs de preguiça por corridas em volta da lagoa. Enfim, essas coisas que mudam todo dia.
Mas deu vontade de voltar pro Com Pipoca sem compromisso. Sei lá. Deu vontade de escrever e botar o meu Nike+ Mini na barra lateral do blog. Acho que no fim das contas voltei a ter assunto. Só isso. A começar pelo próximo post logo mais...