
O personagem de Bobby é de uma complexidade deliciosa. É impossível não ficar fascinado ao descobrir como cada evento marcante da vida dessa criança afeta sua personalidade na adolescência (vivida por Erik Smith). É nessa fase que Sissy Spacek entra no filme como a dona-de-casa mãe de Johnathan (Harris Allan), melhor amigo de Bobby. A cena em que ela dança com os meninos e literalmente viaja ao som de Laura Nyro é pra convencer de vez que esse filme nasceu pra ser um clássico.
Mas eis que chegamos ao segundo defeito: a fase adulta de Bobby. Colin Farrell precisa comer muito arroz com feijão pra conseguir viver um personagem tão complexo. A atuação de Farrell tem a profundidade de um pires e o andamento do filme toma um gostinho amargo de já-vi-isso-antes.
Triste. Mas mesmo assim, arrisco dizer que vale muito a pena assistir. Pelo menos até a cena da dança-legalize de Sissy. Ali você pode parar o DVD e fazer como o personagem principal: imaginar um futuro em que tudo pode acontecer e escolher só as melhores partes dele.
6 comentários:
legal, nunca tinha ouvido nada sobre esse filme, mas vou querer ver... :o)
Fiquei pensando que o filme tinha tudo para ser inesquecível. Mas, acho eu, por (des)obra de Colin "sorry for being nude" Farrel, o filme perde bastante do encanto inicial na fase adulta (a mais longa). Uma pena.
Ronaldo
a trilha é caprichada, bem pensada. Parece um filme do Cameron Crowe. E o Farrel salva a carreira se se embrenhar nos pornôs.
concordo! o bobby criança e o adolescente tinham uma maturidade incrível, uma inquietação corajosa no olhar, uma fome de amor (It's all about love, man). aí chega o colin farrel e transforma o bobby num adulto medroso, apagado, um legítimo bundão. mas isso não comprometeu o filme por completo.
beijo
Também acho a interpretação do Colin bem fraquinha, mas não chega a desemerecer o filme.
Colin Farrell estraga tudo em que aparece.XD
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