[CINE] Por Deus, pela Pátria e pelo Petróleo
Sou suspeito pra falar de Paul Thomas Anderson. Comecei a gostar com Boogie Nights, mas foi com Magnólia que o cara foi direto pro hall dos diretores-que-conto-os-dias-pelo-próximo-filme. Com Sangue Negro (There will be blood), Paul Thomas confirma de vez essa posição.
Baseado no livro Oil!, escrito 1927 por Upton Sinclair, Sangue Negro é um filme sobre ambição, inveja, loucura, fanatismo... e o que também pode se chamar de sonho americano.Entre os séculos 19 e 20, bem durante o estouro do petróleo na Califórnia, conhecemos Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis em sua melhor atuação), um homem que, com uma picareta na mão e ganância pura correndo em suas veias, cria um verdadeiro império do petróleo.
Em seu caminho, Daniel encontra o evangélico Eli (Paul Dano), que vê nele a chance de fazer fortuna com a construção de uma igreja. Paralelo a isso há H.W. (Dillon Freasier), o filho inseparável de Daniel. Bem, inseparável até onde interessar.
Tramas que montam uma saga perturbadora e angustiante, perfeita para a trilha sonora incômoda de Johnny Greenwood, do Radiohead.
Junte a isso a premiada fotografia de Robert Elswit, e você terá um filme que vai ficar grudado em sua mente, como uma mancha escura de óleo.












